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PROJETO BETH BRUNO PROMOVE CURSO DE REIKI EM BOA VISTA

A coordenadora do Projeto viajou à capital de Roraima para ministrar mais um curso aos agentes de saúde que se desdobram em atenção e cuidado com a população local e com os imigrantes e refugiados.

 

Por Keila Bis

“Eu tenho acompanhado um rapaz, um cacique, lá na comunidade Boca da Mata. Ele estava com muitas dores e mandou me chamar. Quando eu o atendi, fiz a oração, todos os sinais, a preparação no corpo dele e apliquei o Reiki. No dia seguinte, quando fui visitá-lo, a esposa dele me disse que ele tem levantado, caminhado, se alimentado e tomado banho sozinho. Fazia uma semana que ele não levantava, quase não se alimentava, não reconhecia ninguém. Eu só tenho que agradecer o Reiki, que será sempre uma ajuda às pessoas que necessitam de uma energia positiva. Quando eu chegar na minha comunidade, da etnia wapichana, vou falar para o meu povo sobre a importância do Reiki na vida.” As palavras de Claudia Maria Tomé da Silva são um exemplo do quanto o curso de Reiki, ministrado no fim de novembro por Marialva Oliveira da Costa, coordenadora do Projeto Beth Bruno (PBB), foi importante para os participantes de Boa Vista-RO.

Marialva já esteve algumas vezes na cidade ensinando outras terapias aos agentes de saúde ligados à Pastoral da Saúde. “Eles já fizeram o curso de florais de Bach, radiestesia, homeopatia popular e agora foi a vez do Reiki, o nível 1. Nos próximos anos, faremos os níveis 2 e 3. Depois, é para quem vai se tornar mestre, não sei se alguém vai querer. Mas, desde o primeiro nível eles já são reikianos”, diz a coordenadora, que também é mestre nesta técnica japonesa de transmissão de energia.

Durante os dois dias de curso, conforme os ensinamentos sobre o Reiki iam sendo transmitidos, Marialva costurava o conteúdo fazendo relação com as outras terapias que eles já conhecem. “Por exemplo, o Reiki envolve os chacras e todas essas nuances, então, falamos sobre os florais adequados para equilibrar os chacras e suas emoções.” Após o término do curso, Marialva fez com o grupo um aprofundamento em radiestesia numa noite de segunda-feira. “Eu sempre faço assim lá: dou um conteúdo mais completo e retomo os outros. É uma forma deles se especializarem ainda mais nas terapias que já dominam e entender como é possível fazer essa complementação com uma terapia e outra.”

Essa é uma das riquezas do Projeto Beth Bruno, que leva o conhecimento de diversas terapias das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) às comunidades do norte do país, formando agentes de saúde que podem cuidar da comunidade de uma forma integral: corpo, mente e espírito.

 

 

Conhecimento plantado no lugar certo

O grupo, de cerca de 20 pessoas, atua de forma voluntária, atendendo tanto a população local quanto os imigrantes e refugiados que chegam diariamente na cidade. Ivanilde da Silva Santos explica por que é importante o auxílio de irmã Marialva (que é freira missionária da congregação Servas do Espírito Santo). “Precisamos de alguém para nos conduzir, para passar conhecimento, pois sem ele fica difícil levar esse serviço voluntário, que é de grande ajuda para muitas pessoas, principalmente para quem vem da saúde pública, pessoas que não são acolhidas, que não são atendidas como deveriam ser. E a Pastoral presta um serviço de acolhimento, de informação e de dar um uma homeopatia, um floral quando se está precisando. Por isso é de grande valia a vinda da irmã Marialva a Boa Vista.” Jivaneide Barbosa da Silva também compartilha a opinião de Ivanilde. “Essa formação é de fundamental importância para o nosso trabalho, por isso agradeço a irmã Marialva e o Projeto Beth Bruno por esses dias de formação. Foi maravilhoso aprender o Reiki, pois com ele posso melhorar a vida do outro apenas com o toque.”

Uma das novas integrantes do grupo, que sempre se renova, é Cristiane Firmino, do Rio de Janeiro, que está na capital de Roraima em missão humanitária. “Cheguei no dia 22 de setembro. É um trabalho sofrido com os haitianos e venezuelanos, gastamos muita energia. Quando a Ednamar Trajano, coordenadora da Pastoral, me convidou para participar do curso, aceitei prontamente. O Reiki só veio para somar na minha vida espiritual. É como se eu tivesse me ‘limpado’, me sinto reenergizada. Sou muito grata a esse curso.”, conta ela.

Para Maria Lúcia Monteiro Pessoa, a formação em Reiki é tão necessária e importante como foram as outras. “Mas é especialmente importante nos dias atuais em que estamos passando pelo momento de acolhida e cuidado com os imigrantes e refugiados. Além das passagens de avião para a irmã Marialva (que mora em Placas, no Pará), o Projeto Beth Bruno também nos proporciona a aquisição de florais a um preço mais acessível e tão necessário para ajudarmos aqui as pessoas a melhorarem de vida. Também tivemos a doação de florais nessa última etapa. Muito obrigada PBB e irmã Marialva e todos vocês que seguem essa missão de espalhar generosidade e cuidado por esse país”, agradece Maria Lúcia.

 

Unidos pelo propósito de ajudar

A empatia criada entre Marialva e os participantes é inestimável e para a coordenadora – que também é presidente da Associação Brasileira de Homeopatia Popular –, eles têm grandes diferenciais. “Esse grupo da saúde tem um coração diferente, eles querem contribuir para que essas pessoas fiquem melhor, mais alegres, tenham mais esperança, por isso eles dão floral, estão aprendendo o Reiki. Mas nem todo mundo tem esse coração, está preparado dessa forma.”

Desde que os refugiados e imigrantes começaram a chegar em Boa Vista – principalmente os venezuelanos, visto que Roraima faz fronteira com a Venezuela –, em 2015, a rotina e a cidade mudaram drasticamente, devido ao grande número de pessoas (cerca de 40 mil, segundo a prefeitura, o equivalente a mais de 10% dos 330 mil habitantes). Uma situação triste, muitas vezes permeada pela fome.  De acordo com Marialva, os florais de Bach Aspen e Five Flower têm sido muito usados para ajudá-los a sair do medo e do desespero.

“Eles estão muito envolvidos, comprometidos com a situação dos imigrantes, dos refugiados, querendo dar uma resposta para essa questão. É muito linda essa vontade de ajudar”, diz Marialva. “Eu saí de lá muito mexida, imagina eles que estão lá todos os dias. A energia desses voluntários estava bem desgastada. Eu percebi que o Reiki levou equilíbrio para poderem ajudar aos outros.” Assim como Claudia tem feito para amparar a sua comunidade, o povo da etnia wapichana.

 

Saiba mais em http://institutohealing.org.br/o-despertar-de-roraima-para-saude-integral/

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