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TERAPIA FLORAL EQUILIBRANDO EMOÇÕES DE CRIANÇAS COM CÂNCER E SEUS CUIDADORES

Terapeutas florais realizam trabalho voluntário na Casa Ronald McDonald’s, de Campinas e São Paulo, com o apoio do Grupo Healing, e revelam como o tratamento emocional com os florais de Bach são importantes para as crianças e seus cuidadores navegarem por águas tão turbulentas com mais equilíbrio interior.

 

 

POR KEILA BIS

Em 2008, a terapeuta floral Telma Kosa, de Valinhos, interior de São Paulo, semeou uma semente que gera bons frutos até hoje. Semanalmente, fazia atendimentos de terapia floral com as acompanhantes dos pacientes de câncer da Associação de Pais e Amigos da Criança com Câncer e Hemopatias (APACC), fundada em 1994, em Campinas-SP, que, em 2005, se tornou na Casa Ronald McDonald’s-Campinas, resultado de uma parceria com o Instituto Ronald McDonalds.

 

 “A Casa atende pacientes e seus acompanhantes vindos de todo o Brasil e da América Latina para se submeterem ao tratamento de câncer e outras enfermidades, em hospitais de referência na região. Fornece gratuitamente hospedagem, alimentação, transporte e apoio social e emocional a pacientes de 0 a 24 anos”, conta Telma.

A iniciativa do trabalho voluntário teve, como principal motivação o fato dela mesma ter lidado com o câncer infantil de sua filha quando ela tinha 6 anos e foi diagnosticada com leucemia. “Após um árduo tratamento de dois anos e meio, teve uma recaída e foi submetida a um transplante de medula óssea fora do país, pois aqui ainda não dominávamos essa técnica. Vivenciei todo o estresse e desestruturação emocional que não só os pequenos pacientes, mas seus acompanhantes e principais cuidadoras estão submetidos nesse longo período de tratamento que nem sempre é bem-sucedido”, revela ela, que fez seu trabalho de conclusão de curso da pós-graduação em terapia floral sobre o assunto: A Terapia Floral como Suporte Emocional para Mães com Filhos em Tratamento de Câncer.

Durante seis anos, Tânia atendeu as mães e outros acompanhantes dos pequenos ajudando-os a superar os mais variados tipos de preocupação e sofrimento, da dificuldade de estar longe de casa e preocupação com os outros filhos até o medo do futuro, do tratamento e do que pode acontecer com o filho (a). “A Luciana Chammas, diretora executiva do Grupo Healing, abraçou a causa e se dispôs a fazer a doação dos florais e, com isso, o trabalho foi introduzido. Os florais ajudam em vários aspectos.

Amenizando o impacto do diagnóstico e proporcionando maior nível de aceitação da situação. Diminuindo o sofrimento causado pelo distanciamento do lar e dos outros membros da família, o que acaba provocando solidão. A mãe passa a se sentir cuidada e seus sentimentos de medo, culpa, revolta, desânimo, impotência, desesperança e infelicidade são apaziguados. Isso tudo contribui para que a criança se sinta mais calma, segura e receptiva ao tratamento, uma vez que a mãe exerce influência direta sobre ela. Mãe equilibrada, criança equilibrada!”.

Em 2015, Telma precisou parar com os atendimentos, mas para não interromper o excelente trabalho que vinha sendo feito, teve uma ideia: “Passei a convidar meus alunos do curso Aprenda a Usar os Florais de Bach Healingherbs, que ministro até hoje na região, a darem continuidade com os atendimentos. Foi uma parceria muito interesse pois, além de realizarem um trabalho tão importante, os alunos ainda têm a oportunidade de colocarem em prática o que aprendem e adquirirem experiência como terapeutas”, diz Telma.

Desde então, ao término de cada curso, orienta os alunos interessados em participar e se coloco à disposição para dar suporte e esclarecer dúvidas. Atualmente, há três voluntárias terapeutas florais, alunas de Telma. Uma delas é Tânia Maria Lima Rocha.

“Star of Bethelehem, Mustard, Chicory, Red Chestnut, Oak, Rock Rose são algumas das essências mais utilizadas. Geralmente, os responsáveis chegam para o atendimento em estado de choque, querendo superproteger a criança, cheios de preocupações com o que está por vir durante e após o tratamento. Muitas vezes, necessitam ter clareza de que confiar na competência dos profissionais e que relaxar para manter a qualidade de seu corpo físico e de sua mente é fundamental no momento”, explica Tânia.

De acordo com ela, é fácil perceber a mudança pelas quais as pessoas passam depois do uso dos florais. “Muitas vezes, elas retornam ao atendimento de maneira mais solta, com um brilho diferente nos olhos, mais sorridentes, pedindo mais florais porque se sentiram bem durante o mês que fizeram uso deles. Algumas relatam que passaram a dormir melhor, que as dores nos ombros diminuíram, que a ansiedade está mais controlada.”

 

Casa Ronald Mc Donald São Paulo- Moema

Uma década. Esse é o tempo que as terapeutas florais e holísticas Ana Caruso e Regina Barbosa, de São Paulo, vêm se dedicando, semanalmente, ao trabalho voluntário de terapia floral na Casa Ronald McDonald São Paulo-Moema, na capital paulista. “O atendimento é oferecido tanto às mães e responsáveis quanto aos respectivos filhos que estão fazendo o tratamento, desde que não haja restrições médicas. Em áreas comuns de convivência, como recepção e brinquedoteca, são usadas as essências florais por meio do borrifador de ambiente, visando a harmonização do espaço, o que beneficia indiretamente os que não passam pelo atendimento pessoal”, conta Regina.

Com a ajuda do Grupo Healing, que faz a doação dos florais de Bach desde o começo do trabalho, as terapeutas têm percebido a importância das essências na vida dessas famílias que têm suas vidas transformadas com o diagnóstico do câncer infantil. “Muitas vezes, as próprias crianças em atendimento nos falam: ‘Minha mãe precisa de floral’, pois elas percebem o abatimento, o estresse, a preocupação que as acomete”, diz Ana.

“Percebemos também que outro bom indicativo do auxílio das essências florais ocorre quando uma mãe, baseada na sua vivência e ou do filho com os florais, encaminha outras mães da Casa para a terapia floral.”

De acordo com Regina, as fases do tratamento e condições de saúde em que se encontram os filhos têm relação direta com as queixas emocionais das mães. “Quando o tratamento segue satisfatoriamente e sem intercorrências, elas tendem a se voltar para seu crescimento pessoal.” As dificuldades inerentes à natureza da própria personalidade da cuidadora, independentemente da doença do filho, se misturam às dores emocionais que surgem devido à rotina estressante que a doença desencadeia. “Elas têm muita apreensão em relação ao futuro, o paradoxo entre a esperança de cura e a sensação de vulnerabilidade diante da possibilidade de perda do filho. Um medo intenso, extremo cansaço pelo cuidado diuturno, irritabilidade, impaciência, sensação de angústia com forte aperto no peito e saudade e preocupação com os demais membros da família que se encontram distantes”, explica.

Ana fala sobre algumas das essências de Bach usadas no tratamento: “Five Flower Remedy, o composto emergencial criado pelo Dr. Bach, nas situações emergenciais e crises de choro. Sweet Chestnut para diminuir o desespero extremo e a agonia que oprimem o peito. Aspen, Mimulus, Rock Rose, Red Chestnut e Cherry Plum para alavancar a confiança, coragem, zelo com o outro e trazer calma e serenidade mental. Walnut facilita a adaptação na Casa e White Chestnut atua no alívio da mente com pensamentos repetitivos e preocupantes. Impatiens as ajuda a aceitar o ritmo do tratamento que difere de suas expectativas e Larch para auxiliar no empoderamento pessoal. Gentian e Gorse injetam doses de perseverança, ânimo e esperança. E Olive e Wild Rose restauram a energia vital e o prazer de viver dessas mães.”

Red Chestnut: para o medo que sentimos de que algo ruim aconteça a pessoas que amamos.

Por outro lado, as crianças em tratamento enfrentam outras adversidades. Às terapeutas, as mães relatam que a partir da doença, os principais problemas emocionais se revelam em mudanças comportamentais. “São mudanças traduzidas em birras, irritabilidade, certo grau de agressividade quando contrariadas e medo diante dos procedimentos invasivos. Nas crianças maiores e nos adolescentes, destacam-se o temor diante de cirurgias, de novas complicações, grande abatimento quando ocorre perda de colegas, problemas de concentração e memória na escola depois do adoecimento, impaciência querendo voltar logo para casa, insegurança, medo de não se curar, mas nem sempre revelado explicitamente, e baixo grau de autoconfiança”, conta Regina. “Por isso, Holly, Cherry Plum, Mimulus, Honeysuckle, Five Flower Remedy, Cerato, Larch, Star of Bethlehem, Gentian e Mustard são os florais bastante ministrados nas diversas faixas de idade.” Conforme a terapia com os florais avança, a fala das mães sobre o comportamento de seus filhos é diferente.

“Elas dizem que os filhos estão mais tranquilos. E as cuidadoras, por sua vez, se tornam mais fortalecidas, mais autoconfiantes, com atitudes mais estáveis diante dos desafios. E, em algumas, vemos que ganham melhor percepção de si mesmas, em termos de autoconhecimento”, conta Regina.

Levar equilíbrio, coragem e paz à essas famílias que vivem uma tormenta tão grande como o câncer infantil, faz do trabalho voluntário de Ana, Regina, Tânia e Telma, algo de valor inestimável. Além de realizar um dos maiores desejos do Dr. Bach que era ver os florais fazendo parte da vida do maior número de pessoas possível.

 

CONTATOS

 

Regina Barbosa (esquerda): reginahab@bol.com.br 

Ana Caruso: anamfcaruso@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Tânia Maria Lima Rocha (esquerda): tmlrocha5@gmail.com

Telma Kosa: telmakosa@gmail.com

 

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